03
fev
10

Daimu, mais uma vez

Entrada
Hashi

E o Daimu, que já citei aqui antes, cada vez mais confirma a impressão inicial que eu tive. Ou seja, cada vez que vou lá (no rodízio do almoço ou no serviço a la carte durante a noite) eu saio de lá totalmente satisfeito e pensando que ele é provavelmente o melhor restaurante japonês de Porto Alegre.
Em uma das últimas vezes que fomos lá, uma das atendentes me falou que o serviço da noite agora tinha a opção da “sequencia especial”, o que me deixou curioso. Felizmente, a expectativa que eu criei não chegou nem perto do que nos esperava. É quase um menu degustação, com uma seleção de vários pratos clássicos da culinária japonesa.
A farra começa pela tradicional entrada de pepino adocicado e gergelim (sunomono):
Entrada

Seguindo com um carpaccio de salmão que tinha um interessante molho cítrico:
Carpaccio de salmão

Os empanados são deliciosos e consistem de lula, camarão, bolinho de cogumelos, bolinho de peixe, vagem e atum branco grelhado. Tudo acompanhado de uma maionese temperada e uma fatia de raiz de lótus frita, que serve mais pra decoração do que comida.
Empanados

Os sashimis estavam, como sempre, deliciosos. Pela primeira vez experimentei um que consistia de salmão recheado com gengibre e com uma finíssima fatia de nabo em volta. Os sabores se complementam perfeitamente.
Sashimi

Os sushis…..ah….perfeição é uma palavra forte, mas estes aqui chegam perto disso. Certamente são os melhores que eu já comi.
Menção honrosa para o de pele de salmão e o de atum flambado.
Sushi
Sushi
Sushi

O Gyoze não é nada de espetacular, mas é bem gostoso e bom para sair um pouco do tema “peixe cru”.
Gyoza

O tempurá estava no ponto. Nem gorduroso nem sem-graça.
Tempura

Nesse ponto, já estávamos ficando cheios, mas o cheiro maravilhoso me obrigou a comer tudo. Possivelmente o melhor yakisoba que já comi, com camarões, lula e vegetais cozidos no ponto.
Yakisoba

Pra fechar a noite e preencher todos os espacinhos que sobraram no estômago, um misoshiro reconfortante.
Misoshiro

Tudo isso por R$55 por pessoa é um preço muito justo, ainda mais quando levamos em conta que restaurantes japoneses estão surgindo aos magotes, mas restaurantes BONS ainda são poucos, principalmente com um custo-benefício destes.
Altamente recomendado.

Daimu

Dinarte Ribeiro, 169 – Moinhos de Vento – Porto Alegre
Segunda à sábado, das 11h as 14h e das 19h as 23h30min
(51) 3222-0038


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04
jan
10

Injustiça

Eu preciso desfazer uma injustiça que eu cometi sem nem perceber: eu nunca escrevi sobre o Lubnnan!
Este restaurante árabe tem um significado especial pra mim, pois foi o primeiro que conheci. Além disso, foi lá que vi um show de dança do ventre pela primeira vez, e o atendimento que recebemos da família que administra o lugar sempre foi IMPECÁVEL. Concordo com o Marcelo Träsel quando ele coloca o Lubnnan no topo dos restaurante árabes de Porto Alegre, com o Damask vindo em segundo.
Sempre que vamos lá, pedimos o rodízio, que é barato (R$25 por pessoa) e farto.
Começa com o pão, as pastas de grão-de-bico, e berinjela e coalhada. Na foto também dá pra ver o tabule.
Pão, pastas e tabule

Não pode faltar o famoso kibe cru.
Kibe cru
Tampouco podem faltar as esfihas. Eu acho que poderia comer uma dúzia destas.
Esfihas
AH….O FALAFEL! Este acarajé do Oriente Médio…minha mãe comia pelo menos 5 cada vez que ia lá. E é só comer um pra entender por quê. Os kibes fritos também são ótimos.
Fritos
A kafta (estas carnes grelhadas, não aquele escritor) é o prato favorito do meu pai.
Kafta
Isso é BEM interessante: rolinho de folha de parreira recheado com arroz. Os outros mais claros são de repolho. O recheio é azedo,
imagino que seja levedado ou algo assim.
Rolinhos de repolho e folha de parreira
Mjadra, que apesar do nome complicado é lentinha com arroz e cebola caramelada. Pena que não existe mais a opção de misturar com as favas apimentasdas.
Mjadra
Depois de se estufar comendo todas estas delícias, tu ainda pode levar algumas guloseimas pra casa. O sortimento de doces, bebidas, fumos etc é grande.
Produtos Libaneses
Ah, e é claro que Carlo aprova. Na verdade, o Lubnnan é o lugar onde ele mais come quando sai com a gente.
Carlo abocanha!
Lubnnan
Avenida Cristóvão Colombo, 727 – Porto Alegre – RS, 90560-000, Brazil‎ – (0xx)51 3212-0520‎


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03
jan
10

Mais do que uma ilha


Já falei antes aqui sobre o Okinawa, um ótimo restaurante japonês que fica em Canoas.
Pois um dia desses eu e Rebeca resolvemos passar lá e, em um enorme exercício de auto-controle, só comer um temaki cada um.
Claro que acabamos pedindo uma porção de gyoza, mas conseguimos pedir só dois temakis. Como era esperado, estava delicioso, mas este post não é pra repetir mais uma vez sobre a qualidade da comida de lá, mas sim pra falar sobre o serviço.
Sempre fomos muito bem atendidos lá, mas essa vez em particular foi especial: enquanto esperávamos os temakis, peguei Carlo no colo e comecei a passear pelo restaurante e ele, curioso como sempre, ficou olhando os sushimen trabalhando. Aí um deles, que estava cortando os peixes, olhou pra ele, reconheceu-o e me disse: “Peraí que vou cortar um polvo pra ele que eu sei que ele gosta”.
Logo depois chegavam na nossa mesa duas fatias de polvo cru, entregues por um garçom que comentou “Esse é o guri que gosta de polvo?”
Eu ri e fiquei com a sensação de que o Carlo é um espécie de “mascote” dos sushimen de lá.
Pra fechar a noite, recebemos de cortesia um camarão ENORME, empanado inteiro com uma massa estilo empanados chinesa e um molho agridoce fenomenal, prato que estava sendo testado antes de fazer parte do cardápio. O nome ainda não estava definido, e eles estão aceitando sugestões.
Enfim, cada vez que vou lá saio muito satisfeito. Altamente recomendado.
Sem fotos pois eu não pretendia comer lá, então a câmera ficou em casa…

07
dez
09

Considerações sobre os restaurantes mexicanos de Porto Alegre.

Na última quinta-feira, eu, Carlo e Rebeca fomos até Porto Alegre resolver alguns assuntos, e como estávamos com vontade de comida mexicana, fomos direto ao Tehama. Infelizmente estava fechado, então fomos ao Pueblo, que não é tão bom mas é barato e perto de onde estávamos.
Felizmente, o que é bom do Pueblo continua bom: comida boa e preço baixo (R$16 o buffet livre). Infelizmente, o que é ruim continua ruim: fila pra entrar, fila pra pegar comida e falta de lugar pra estacionar. Saímos de lá satisfeitos mas não convencidos.
Dias depois, fomos ao Tehama, um lugar que já fomos várias vezes, tanto no rodízio ao meio-dia quanto no a la carte durante a noite. O Tehama é mais caro, mas oferece uma variedade bem maior e pratos mais saborosos, além de não ter a MALDITA fila do Pueblo. Chegando lá, tivemos uma ótima surpresa: agora a casa funciona em sistema misto, tendo todos os ingredientes necessários para montar tacos, nachos, burritos além de outros pratos disponíveis em um buffet, enquanto fajitas, queisadillas e burritos já montados são levados à mesa, como um rodízio. Pessoalmente, acho que eles conseguiram juntar o melhor de cada sistema, além de agora oferecem saldas muito interessantes. Entre elas, destaco a “Salada Acapulco”, uma mistura deliciosa que consiste de manga, abacate, camarão e uma vinagrete de suco de laranja e tequila. Misture o molho de pimenta com abacaxi (também disponível no buffet) e tenha orgasmos organolépticos.
Fortemente recomendado.
Funcionamento:
Diariamente de terça a domingo, a partir das 18h30min, com sugestões bem variadas de happy hour e jantar.
Nos sábados, domingos e feriados o Tehama abre suas portas também ao meio dia, com o saboroso rodízio Tex-Mex.
E nas sextas -feiras, a partir das 11h45min, buffet executivo Tex-Mex.

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06
dez
09

Fazenda Barbanegra

Placa da entrada
Depois de ler sobre a Fazenda Barbanegra no Garfada. fiquei curioso pra conhecer e experimentar as carnes lá disponíveis.
Minha meta era finalmente comer molleja, uma iguaria uruguaia que em bom Português é chamada de timo.
Cara esquisita
Se você fez uma cara que nem essa do Carlo quando falei em comer glândulas de animais, acalme-se. De vez em quando é bom sair da nossa zona de conforto e experimentar coisas diferentes. Tudo bem não gostar de comer algumas coisas, mas decidir que não gosta sem nem experimentar é (desculpem-me a franqueza) ser muito tacanho. Tá, chega de lição de moral e vamos ao que interessa: a comida.
O couvert é bem simpático, com manteiga, uma pastinha verde com manjericão e um patê de fígado muito bom.
Couvert
O timo e a calabresa são bem como o Träsel descreveu: deliciosos. Carlo adorou.
Timo e calabresa
Para completar a festa, a Rebeca EXIGIU um Filé de porco com gorgonzola e geléia de amora.
Porco com gorgonzola e geléia de amora
Eu gostei do prato, mas pessoalmente colocaria menos queijo ou um gorgonzola que fosse menos salgado, pois lá pelo fim eu já estava enjoando dele. A Rebeca achou irretocável e nós todos concordamos que o prato é excelente.
Picanha de cordeiro
A picanha de cordeiro estava cozida à perfeição, tenra e bem-cozida.
Arroz Antônio Chavez Barcellos
O acompanhamento, uma porção de Arroz Antônio Chavez Barcellos, é bom, mas ficou meio sem-graça comparado aos outros sabores. Provavelmente foi uma má escolha da nossa parte ao invés de um problema com o prato em si.
No fim, nem sobrou espaço para sobremesa. Achei muito simpático quando o dono foi até nossa mesa perguntando como estava sendo nossa experiência. Saímos de lá muito satisfeitos com a comida, com o serviço e com vontade de experimentar as outras opções do cardápio. A orgia toda deu em torno de R$35 pra cada um.
Fortemente recomendado.


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25
nov
09

Cheesecake

Cheesecake
Foi a Rebeca quem fez. Ela fez inclusive a geléia da cobertura.
Nham nham.

08
nov
09

Um oásis no deserto do Xis-bacon

Lembram do Okinawa? Lembram que eu elogiei? Ontem fui lá de novo. E minha opinião mudou. Pra melhor. O Okinawa é provavelmente o melhor lugar da região metropolitana para comer comida japonesa.
Decidimos pedir coisas diferentes de entrada para não ficar sempre comendo a mesma coisa, e decidimos por dois clássicos:
Hot Filadelfia
Hot Fildadelfia
Nassú
Nassú

O Hot Filadelfia de lá é provavelmente o melhor que já comi, pois não é nem um pouco gorduroso, como geralmente é servido em lugares com sushi barato e/ou ruim. Além disso, o cream cheese é só uma pequena parte dos ingredientes, sem cair naquele truque sujo de “vamos entupir o cliente de cream cheese que é mais barato que peixe”. O Nassú também estava no ponto certo, nem cru nem excessivamnete frito. As fatias de berinjela tinham também um bom tamanho, além de ser possível sentir o gosto da própria, e não apenas da massa frita.
Como estávamos em 3 pessoas (sem contar o Carlo), pedimos um combinado maior e portanto mais variado.

Combinado

Experimentamos também uma novidade:

Sushi flamejante

Sim, tem fogo! Quem me conhece sabe que não sou muito fã destas (literais) pirotecnias culinárias, mas este é um daqueles casos em que isso tem um uso justificado. As chamas são cortesia de um licor de laranjeira, que além de ter um cheiro agradável quando queima, ainda deixa um gosto muito suave nas peças de sushi. As 4 peças do centro tinham no recheio cream cheese e camarão empanado, enquanto que as de fora tinham no recheio camarão, pele se salmão e tarê, tudo envolto por uma finíssima massa, sendo tudo previamente frito e flambado. Enfim: delicioso, gordo e dá pra comer umas 43 peças antes de enjoar, além de ser bonito de ver (enquanto dura o licor).
Conversando com o gerente (que eu infelizmente não lembro o nome), tive a ótima notícia de que o movimento é grande. Confesso que eu tive medo que o restaurante simplesmente não tivesse público suficiente para mantê-lo em funcionamento, pois está no outro espectro das opções gastronômicas de Canoas, que invariavelmente incluem telão com o jogo do Esporte Clube Jaiacú contra o Cacimbinhas de Arapiraca, batata frita mole e gente bêbada fazendo arruaça. Espero que o sucesso do Okinawa seja o sinal qie faltava para que outros restaurante se estabeleçam na cidade, facilitando a vida de quem mora aqui e nem sempre tem paciência de ir pra Porto Alegre para poder comer bem.
Ah, e pra completar, o preço deles é justo. Toda esta comida, refrigerantes, serviço e etc deu exatos R$50 por pessoa, sendo que todos saíram de lá plenamente satisfeitos (até o Carlo).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora só falta criar coragem e experimentar o “sushi sem-nome” perto da Ulbra…..

08
nov
09

A tradição está criada

Seleção de delícias
Eu falei bastante sobre o Festival de Culinária Húngara, falei também que tinha sido um enorme sucesso e portanto iria ocorrer novamente.
E de fato ocorreu e novamente foi um estrondoso sucesso. Tive até a impressão de que tinha mais gente lá, talvez por pressão das pessoas que ficaram sem ingressos. Eu estava um pouco curioso pra ver o efeito das mudanças no cardápio, que foram sutis mas importantes. A sopa de alho não era mais tão cremosa, tendo agora um leve toque de molho de tomate. Não que não fosse gostosa, mas gostei mais da “primeira versão”. Por outro lado, a sopa de goulash foi abolida, o que acabou com aquela “redundância” de ter sopa de goulash e depois goulash. Outra novidade foi o molho branco com endro, que dava um toque interessante quando adicionado às frituras. Nas sobremesas, tivemos a adição de uma tortinha da framboesa e do sorvete de chocolate à combinação tradicional, o que achei uma decisão mais acertada do que oferecer 4 sorvetes com sabor parecido como no festival anterior.
Sorvete e torta
Torta enrolada
Novamente, a torta enrolada estava deliciosa, e entre alguns problemas e melhorias, o festival continua sendo muito bom.
Dia 14 de Janeiro tem de novo.

20
out
09

O pata negra

O mundo culinário, assim como qualquer outro assunto, tem seus mitos e produtos famosos. Ouvimos falar em chocolates Godiva, caviar Beluga, vinho Romanée-conti e por aí vai. Já pude dar à Rebeca o prazer de comer uma caixa de chocolates Godiva, e desde o início de namoro ela falava da curiosidade de comer o famoso presunto Pata Negra, que é o melhor e mais caro do mundo. Até já vimos à venda, mas era vendido apenas inteiro, o que custaria alguns milhares de reais.
Pois voltando do almoço no Saúde no Copo, vimos que na Padre Chagas tem um lugar chamado Armazém 196, que parecia ter coisas interessantes.
Armazém 196

Estávamos nos deliciando com vários produtos interessantes e outros que nunca tinha encontrado em Canoas quando percebi que Rebeca estava agitada, quase pulando no meu pescoço. Aí ela apontou uma plaquinha e entendi o motivo: o mítico Pata Negra. R$398/kg. Ouch. Admiti minha “pobreza” e perguntei a quantidade mínima vendida, que felizmente é de 50g e nos permitiu matar a curiosidade sem precisar de um financiamento. Compramos peperoni também, que pareceu barato com seus R$46/kg e é o melhor que já comi até hoje.
Mesmo que você não queira saber que gosto tem o Pata Negra, vale a visita.
Vitrine

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20
out
09

Saúde no copo

Eu já conhecia o Saúde no Copo pois já tinha comido umas 2 ou 3 vezes na loja da Nilo Peçanha e gostava de lá. Os smoothies são bem gostosos e os wraps são saudáveis sem serem sem-graça. Recentemente fui convidado à conhecer a loja do Pátio Ivo Rizzo, a mais recente das quatro unidades do Saúde no Copo.
De cara eu já gostei, pois o pátio é muito agradável. A sombra das árvores é apenas uma das opções, tendo a loja dois andares para quem quiser um ambiente fechado. Mas pulando para o que interessa, a nossa cortesia era de 3 smoothies, um wrap e um sanduíche. Como o Carlo não iria conseguir tomar um smoothie na mamadeira, trocamos por um suco.
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Da esquerda pra direita: Blueberry (Suco de uva com banana e blueberry), Frutas Vermelhas (Suco de maçã com mamão, amora, morango e framboesa) e suco de uva com amora.

Pra comer, pedimos uma Torrada de Frango (Pão de linho, frango desfiado, mussarela, alface e tomate)
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E um wrap Mediterrâneo (Massa verde, iscas de peito de frango grelhado, molho de tomate
com pimentões coloridos, cebola e champignon, alface e espinafre)

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Ambos são muito saborosos e nos deixaram com a sensação de fome saciada mas sem nenhum peso no estômago. Se morássemos mais perto, certamente seríamos clientes frequentes de lá.

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Carlo aprova.


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