Na última quinta-feira, eu, Carlo e Rebeca fomos até Porto Alegre resolver alguns assuntos, e como estávamos com vontade de comida mexicana, fomos direto ao Tehama. Infelizmente estava fechado, então fomos ao Pueblo, que não é tão bom mas é barato e perto de onde estávamos.
Felizmente, o que é bom do Pueblo continua bom: comida boa e preço baixo (R$16 o buffet livre). Infelizmente, o que é ruim continua ruim: fila pra entrar, fila pra pegar comida e falta de lugar pra estacionar. Saímos de lá satisfeitos mas não convencidos.
Dias depois, fomos ao Tehama, um lugar que já fomos várias vezes, tanto no rodízio ao meio-dia quanto no a la carte durante a noite. O Tehama é mais caro, mas oferece uma variedade bem maior e pratos mais saborosos, além de não ter a MALDITA fila do Pueblo. Chegando lá, tivemos uma ótima surpresa: agora a casa funciona em sistema misto, tendo todos os ingredientes necessários para montar tacos, nachos, burritos além de outros pratos disponíveis em um buffet, enquanto fajitas, queisadillas e burritos já montados são levados à mesa, como um rodízio. Pessoalmente, acho que eles conseguiram juntar o melhor de cada sistema, além de agora oferecem saldas muito interessantes. Entre elas, destaco a “Salada Acapulco”, uma mistura deliciosa que consiste de manga, abacate, camarão e uma vinagrete de suco de laranja e tequila. Misture o molho de pimenta com abacaxi (também disponível no buffet) e tenha orgasmos organolépticos.
Fortemente recomendado.
Funcionamento:
Diariamente de terça a domingo, a partir das 18h30min, com sugestões bem variadas de happy hour e jantar.
Nos sábados, domingos e feriados o Tehama abre suas portas também ao meio dia, com o saboroso rodízio Tex-Mex.
E nas sextas -feiras, a partir das 11h45min, buffet executivo Tex-Mex.
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Fazenda Barbanegra

Depois de ler sobre a Fazenda Barbanegra no Garfada. fiquei curioso pra conhecer e experimentar as carnes lá disponíveis.
Minha meta era finalmente comer molleja, uma iguaria uruguaia que em bom Português é chamada de timo.

Se você fez uma cara que nem essa do Carlo quando falei em comer glândulas de animais, acalme-se. De vez em quando é bom sair da nossa zona de conforto e experimentar coisas diferentes. Tudo bem não gostar de comer algumas coisas, mas decidir que não gosta sem nem experimentar é (desculpem-me a franqueza) ser muito tacanho. Tá, chega de lição de moral e vamos ao que interessa: a comida.
O couvert é bem simpático, com manteiga, uma pastinha verde com manjericão e um patê de fígado muito bom.

O timo e a calabresa são bem como o Träsel descreveu: deliciosos. Carlo adorou.

Para completar a festa, a Rebeca EXIGIU um Filé de porco com gorgonzola e geléia de amora.

Eu gostei do prato, mas pessoalmente colocaria menos queijo ou um gorgonzola que fosse menos salgado, pois lá pelo fim eu já estava enjoando dele. A Rebeca achou irretocável e nós todos concordamos que o prato é excelente.

A picanha de cordeiro estava cozida à perfeição, tenra e bem-cozida.

O acompanhamento, uma porção de Arroz Antônio Chavez Barcellos, é bom, mas ficou meio sem-graça comparado aos outros sabores. Provavelmente foi uma má escolha da nossa parte ao invés de um problema com o prato em si.
No fim, nem sobrou espaço para sobremesa. Achei muito simpático quando o dono foi até nossa mesa perguntando como estava sendo nossa experiência. Saímos de lá muito satisfeitos com a comida, com o serviço e com vontade de experimentar as outras opções do cardápio. A orgia toda deu em torno de R$35 pra cada um.
Fortemente recomendado.
Cheesecake
Um oásis no deserto do Xis-bacon
Lembram do Okinawa? Lembram que eu elogiei? Ontem fui lá de novo. E minha opinião mudou. Pra melhor. O Okinawa é provavelmente o melhor lugar da região metropolitana para comer comida japonesa.
Decidimos pedir coisas diferentes de entrada para não ficar sempre comendo a mesma coisa, e decidimos por dois clássicos:
Hot Filadelfia

Nassú

O Hot Filadelfia de lá é provavelmente o melhor que já comi, pois não é nem um pouco gorduroso, como geralmente é servido em lugares com sushi barato e/ou ruim. Além disso, o cream cheese é só uma pequena parte dos ingredientes, sem cair naquele truque sujo de “vamos entupir o cliente de cream cheese que é mais barato que peixe”. O Nassú também estava no ponto certo, nem cru nem excessivamnete frito. As fatias de berinjela tinham também um bom tamanho, além de ser possível sentir o gosto da própria, e não apenas da massa frita.
Como estávamos em 3 pessoas (sem contar o Carlo), pedimos um combinado maior e portanto mais variado.
Experimentamos também uma novidade:
Sim, tem fogo! Quem me conhece sabe que não sou muito fã destas (literais) pirotecnias culinárias, mas este é um daqueles casos em que isso tem um uso justificado. As chamas são cortesia de um licor de laranjeira, que além de ter um cheiro agradável quando queima, ainda deixa um gosto muito suave nas peças de sushi. As 4 peças do centro tinham no recheio cream cheese e camarão empanado, enquanto que as de fora tinham no recheio camarão, pele se salmão e tarê, tudo envolto por uma finíssima massa, sendo tudo previamente frito e flambado. Enfim: delicioso, gordo e dá pra comer umas 43 peças antes de enjoar, além de ser bonito de ver (enquanto dura o licor).
Conversando com o gerente (que eu infelizmente não lembro o nome), tive a ótima notícia de que o movimento é grande. Confesso que eu tive medo que o restaurante simplesmente não tivesse público suficiente para mantê-lo em funcionamento, pois está no outro espectro das opções gastronômicas de Canoas, que invariavelmente incluem telão com o jogo do Esporte Clube Jaiacú contra o Cacimbinhas de Arapiraca, batata frita mole e gente bêbada fazendo arruaça. Espero que o sucesso do Okinawa seja o sinal qie faltava para que outros restaurante se estabeleçam na cidade, facilitando a vida de quem mora aqui e nem sempre tem paciência de ir pra Porto Alegre para poder comer bem.
Ah, e pra completar, o preço deles é justo. Toda esta comida, refrigerantes, serviço e etc deu exatos R$50 por pessoa, sendo que todos saíram de lá plenamente satisfeitos (até o Carlo).
Agora só falta criar coragem e experimentar o “sushi sem-nome” perto da Ulbra…..
A tradição está criada

Eu falei bastante sobre o Festival de Culinária Húngara, falei também que tinha sido um enorme sucesso e portanto iria ocorrer novamente.
E de fato ocorreu e novamente foi um estrondoso sucesso. Tive até a impressão de que tinha mais gente lá, talvez por pressão das pessoas que ficaram sem ingressos. Eu estava um pouco curioso pra ver o efeito das mudanças no cardápio, que foram sutis mas importantes. A sopa de alho não era mais tão cremosa, tendo agora um leve toque de molho de tomate. Não que não fosse gostosa, mas gostei mais da “primeira versão”. Por outro lado, a sopa de goulash foi abolida, o que acabou com aquela “redundância” de ter sopa de goulash e depois goulash. Outra novidade foi o molho branco com endro, que dava um toque interessante quando adicionado às frituras. Nas sobremesas, tivemos a adição de uma tortinha da framboesa e do sorvete de chocolate à combinação tradicional, o que achei uma decisão mais acertada do que oferecer 4 sorvetes com sabor parecido como no festival anterior.


Novamente, a torta enrolada estava deliciosa, e entre alguns problemas e melhorias, o festival continua sendo muito bom.
Dia 14 de Janeiro tem de novo.
O pata negra
O mundo culinário, assim como qualquer outro assunto, tem seus mitos e produtos famosos. Ouvimos falar em chocolates Godiva, caviar Beluga, vinho Romanée-conti e por aí vai. Já pude dar à Rebeca o prazer de comer uma caixa de chocolates Godiva, e desde o início de namoro ela falava da curiosidade de comer o famoso presunto Pata Negra, que é o melhor e mais caro do mundo. Até já vimos à venda, mas era vendido apenas inteiro, o que custaria alguns milhares de reais.
Pois voltando do almoço no Saúde no Copo, vimos que na Padre Chagas tem um lugar chamado Armazém 196, que parecia ter coisas interessantes.

Estávamos nos deliciando com vários produtos interessantes e outros que nunca tinha encontrado em Canoas quando percebi que Rebeca estava agitada, quase pulando no meu pescoço. Aí ela apontou uma plaquinha e entendi o motivo: o mítico Pata Negra. R$398/kg. Ouch. Admiti minha “pobreza” e perguntei a quantidade mínima vendida, que felizmente é de 50g e nos permitiu matar a curiosidade sem precisar de um financiamento. Compramos peperoni também, que pareceu barato com seus R$46/kg e é o melhor que já comi até hoje.
Mesmo que você não queira saber que gosto tem o Pata Negra, vale a visita.

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Mais uma opção
Já escrevei aqui sobre o Gendai , que é um opção de comida japonesa bem prática e com preço bom na praça de alimentação do BarraShopping Sul. Outra opção que tem uma proposta parecida é o Jin Jin Wok, que serve comida asiática em geral, com pratos japoneses, chineses, vietnamitas, coreanos e tailandeses. Na vez anterior que pensei em comer lá, o buffet me pareceu caro e pouco inspirado. Desta vez, o buffet já havia sido recolhido devido ao avançado da hora, então resolvemos nos arriscar no cardápio que é feito na hora.
Rebeca pediu um Phad Thai de frutos do mar (Macarrão, camarão, lula, ovo, cenoura, pimentão verde e vermelho, proteína de soja, broto de feijão, amendoim, coentro e molho à base de peixe).

Eu pedi uma Moqueca Tailandesa.

O pedido demorou cerca de meia hora, mas pelo menos depois de uns 10 minutos a atendente veio nos pedir desculpas e avisar que iria demorar um pouco pois precisavam descongelar o peixe (mau sinal), mas no fim valeu a pena. Os pratos são bem servidos e o peixe do meu prato estava muito bem cozido, nem parecendo ter sido feito com algo congelado. As espinhas do peixe atrapalharam um pouco a experiência e a espera me deixou um pouco irritado, mas no geral compensa comer lá. Os pratos custam em torno de R$15, o que está na média para uma praça de alimentação e pode até ser considerado barato se considerarmos os ingredientes e o tipo de comida.
Whopper bombado
Eu já fiz propaganda do Burger King antes, e dia destes tive uma boa surpresa com este rede de fast-food: o Whopper Furioso. Mas que raios é isso, pergunta você? Ora, trata-se de um upgrade que pode ser adicionado ao Whopper ou Whopper Duplo, que consiste de cebola picante, molho furioso (sic) e pimenta jalapeño.

Eu comprei esperando me decepcionar, como geralmente me decepciono com qualquer coisa feita em grande escala que se vangloria de ser “picante” ou “apimentada”, mas felizmente eu estava errado. A pimenta jalapeño usada no sanduíche tem uma posição respeitável na escala Scoville, e o conjunto funciona bem. Eu sempre achei o Burger King mais gostoso que o McDonald´s, sinto que os sanduíches têm mais sabor, e este Whopper Furioso leva a coisa mais adiante. Tomara que se torne uma opção permanente do cardápio.










