Arquivo para Maio, 2008
Diversidade
Mistérios da Culinária

Eu consegui. Refoguei na manteiga um peito frango com cebola, alho, leite de coco, curry, gengibre, canela, cravo e sal e consegui chegar em uma gosma marrom com gosto de NADA! Como é possível? Como tanta coisa diferente deixou o mesmo gosto de frango de sopa? Um cancelou o outro? Sei lá, mas foi frustrante…
Desta vez não foi “eu, a Rebeca e o Felipe”, como geralmente acontece. Desta vez vai fomos eu, a Rebeca, o Felipe, a Fabi, a Gabi, o Vini, a Ana, a Lu e o Daniel! Este bando de gente foi comer no Sharin, depois de ter combinado um tempão atrás, desde o evento no Velopark!
Eu e a Rebeca chegamos de Pelotas, podres de cansados e podres de sujos, mas não perderíamos a chance de sair com este pessoal por nada.
Chegamos lá e felizmente não tinha espera, que seria longa pois o restaurante é pequeno e uma mesa para 9 pessoas ocupa um espaço grande. Confesso que estava um pouco preocupado, pois fazia cerca de 3 anos que não comia lá, e a minha reputação como palpitador de restaurante poderia ser abalada se o preço tivesse subido muito e/ou a qualidade da comida tivesse caído. Felizmente meu medo era totalmente infundado: a decoração continua linda, a comida continua deliciosa e o preço continua pagável (sempre levando em conta a qualidade e exoticidade da comida, obviamente).
Os chutneys de entrada estavam diferentes dos da última vez, mas igualmente deliciosos:
mostarda – muito suave, a princípio parece insosso, mas o sabor tem um atraso. Bem interessante.
banana com coco – gostoso, mas nada de especial
maçã com canela – idem
manteiga com curry – combinação interessante
gengibre temperado – sabor marcante e exótico
tomate com curry – combinação espetacular, talvez o melhor deles
nata com alho (ou não) – concorre com o anterior pelo melhor. Se combinados (idéia minha), fica espetacular!
Depois desta ótima entrada, começamos a pedir os pratos:
Eu e Rebeca pedimos um Hot Chicken (1/2 frango assado no forno de tandoor, marinado em yogurte com páprica guarnecido com vegetais e arroz de açafrão, temperado com pimenta). O frango estava delicioso, os vegetais estavam meio sem graça, mas chuchu sempre é meio sem graça.
O atendente nos avisou que fora feito com pouca pimenta, mas que poderia ser feito mais picante. Dá pra entender os motivos deles: se colocarem a pimenta e o tempero das receitas originais, a clientela foge pela porta correndo e vai rolar no asfalto. Nós, com a língua acostumada, somos uma minoria.
Felipe, Gabi e Fabi pediram um Lamb Mint (Iscas de carneiro ao creme de hortelã). A carne estava muito bem preparada e o molho estava simplesmente perfeito. Altamente recomendado.
Vini e Ana pediram um Luxury Macchi (Postas de salmão ao creme suave de páprica). Eu geralmente prefiro meu peixe cru, ou então frito, pois geralmente peixe cozido tem um consistência gelatinosa e uma textura nauseabunda, mas este salmão veio cozido no ponto exato: a carne estava muito macia mas firme. O molho era outra obra-prima à parte, com uma linda cor vermelha e um cheiro delicioso (assim como o sabor).
Daniel e Lu pediram alguma coisa de camarão que eu nem vi e nem sei o gosto, pois eles atacaram o prato e nem deu tempo de ver. Mas parece que estava bom.
De sobremesa, eu e Rebeca (assim como o Daniel e a Lu) dividimos uma pêra cozida com sorvete. O contraste do cravo e canela da pêra com a suavidade da baunilha é ótimo. Recomendo.
Momentos que só o CDAK proporciona pra você:
-Felipe, viu que boa a nata com alho?
-Nata com alho? Eu achei que era uma nata comum.
-Tá com a língua estragada? Tem bastante gosto de alho!
-Prova aqui então!
-….putz, não tem alho mesmo…
-Pau no cu! Viu só! E me xingando! Hahahahaha
Vini repetindo um “puta merda, que negócio bom” pra cada coisa que experimentava.
Todos nós experimentando a pimenta e dizendo que era fraquinha, pra depois descobrir que ela demorava uns 2 minutos pra dar efeito. E que efeito.
Daniel colocando várias colherinhas da supracitada pimenta no seu prato e depois tentando apagar o fogo com cerveja.
O Desafio “Dando PT no Dado Sushi”. Daniel e Felipe vão descobrir quem come mais. Em breve. Só aqui, no Capsaicina. Ingressos pelo e-mail guilherme.atencio@gmail.com .
No fim das contas acho que todo mundo gostou. Eu teria gostado se fosse um X no Gato, pois eu adoro este pessoal e SEMPRE me divirto quando estou com eles. Fiquei feliz com a presença da Fabi e da Gabi, que infelizmente não vejo com a frequência que gostaria. Sem fotos desta vez, pois o restaurante tem um clima de penumbra que ia se perder nas fotos. Vá lá e veja por conta própria.
www.sharin.com.br (Os preços no site estão desatualizados)
Spoletto, novamente
Depois de toda a propaganda que fiz para a Rebeca da Salada com salmão defumado do Spoletto, digamos que ela ficou com vontade de conhecer, além de muita água na boca. Além disso, eu queria experimentar as massas, pois o Felipe disse que eram boas e eu confio na opinião dele.
Rebeca pediu praticamente a mesma salada que eu pedi na outra vez, mas desta vez com carpaccio ao invés do salmão. Eu optei por um raviolini recheado com gorgonzola e nozes, com molho de tomate, tomate seco, alcaparras e muzzarela de búfala. A porção de massa é generosa, e os ingredientes são de alta qualidade. Os queijos são de verdade, e não um simulacro com um gosto parecido. Delicioso! Recomendo.
Dia primeiro de Maio, além de ser Dia do Trabalho, é aniversário da Rebeca. Neste ano fomos eu, ela, a mãe dela e meu pai no Dado Bier do Bourbon Country.
A escolha foi pra agradar “gregos e coreanos”, pois meu pai não come comida japonesa nem se a vida dele depender disto, e a Denise até come, mas não é muito chegada. Eu e a Rebeca somos. E bastante.
Mas confesso que até fiquei com um pouco de inveja deles:
Este é o “Filé Tradicional”. Como o nome sugere, não tem nada de muito exótico, mas é muito gostoso e bem preparado. O bife é bem grosso e a coisa amarelada tapando ele nesta foto horrível que eu tirei é uma batata coberta com catupiry. Aquilo no potinho é molho barbecue, ou barbicuí como dizem alguns (vou apanhar por causa disso…) Meu pai, como bom pai do seu Ricardo Atencio disse que estava “bom”, naquela entonação de “é o que tem, fazer o que, né…” mas não deixou NADA no prato. Típico. Eu peguei um pedaço e achei ótimo. Bifes grossos são difícies de acertar, mas aquele estava perfeito.
Este é o “Frango Marroquino”, que tem uma porção de cuscus (cuzcuz? couscous? couzcouz?) no meio e pedaços de frango recheado com Gruyére de verdade, (ouviu Dona Bostarella Barbarella Bakery?!?), molho de ameixas e laranja caramelada e castanha de cajú por cima. Pode soar como uma mixórdia pretensiosa, mas a combinação fica ótima e os ingredientes se harmonizam bem. Não deixe se enganar pela foto: não é a porção que é pequena, o prato é que é enorme.
Ambos os pratos oferecem uma quantidade razoável de comida por um preço igualmente razoável.
O Filé sai por R$32 e o Frango por R$24. Praticamente o mesmo preço da comida japonesa (que melhorou bastante e merece um post só sobre isso).
Quero ir lá de novo experimentar mais coisas do cardápio. O brabo vai ser resistir ao sushi e sashimi…












