Arquivo para Maio, 2008

23
Mai
08

Diversidade


Sou só eu que gosto tanto de pele de frango frita como de camembert de R$90 o quilo?
Não, eu não vou tentar criar um prato com os dois.
Sim, passou pela minha cabeça.
Sim, eu tenho medo de criar uma singularidade cósmica que iria destruir o planeta.

20
Mai
08

Mistérios da Culinária

doubt
Eu consegui. Refoguei na manteiga um peito frango com cebola, alho, leite de coco, curry, gengibre, canela, cravo e sal e consegui chegar em uma gosma marrom com gosto de NADA! Como é possível? Como tanta coisa diferente deixou o mesmo gosto de frango de sopa? Um cancelou o outro? Sei lá, mas foi frustrante…

16
Mai
08

Sabor em fatias

O sistema de pizzaria rodízio tem suas vantagens, pois cada um come o que quer, o quanto quer e evita a briga da escolha dos sabores, pois geralmente pode-se pedir apenas 3 ou 4 sabores em um pizza e por vezes isto não é suficiente para contentar todo mundo. Pizzas à la carte são mais raras, talvez por uma questão cultural, por uma falsa percepção de que sai mais barato, ou pelo problema que citei antes de acomodar todos os sabores em uma pizza só. Sei lá. Mas de qualquer maneira, pizzarias geralmente caem na segunda categoria da minha classificação de lugares para comer, que é a seguinte:

-Lugares pra sair rolando de tanto comer e pagando bem (Polska, Canga, Dado Sushi…)

-Lugares pra sair rolando de tanto comer e pagando pouco (Cheung Lung, Kronhardt, Fragata…)

-Lugar pra comer bem, pagando pouco (Tudo Pelo Social, Copacabana…)

-Lugares pra comer bem, pagando bem (Sakura, Sharin…)

No aniversário da Verônica \o/ conheci uma pizzaria que se encaixa na terceira categoria, a “Sabor em Fatias”. O conceito é bem interessante: Liberdade. Neste caso, liberdade de escolher o sabor e pedir uma fatia só pra você. E que fatia.

pizza1

Essa aí em cima é de fricassê de frango.

pizza2

Berinjela, bacon e pimentão

pizza3

Bahiana

pizza4

Bacon, champignon e muitos queijos

Não sei se dá pra ver nas fotos, mas os pedaços são bem grandinhos. Pessoas normais comem um pedaço. Eu comi 2 e saí rolando. Um e meio seria suficiente. Além disso, as pizzas não tem nada de pretensioso, com sabores simples mas bem-feitos, e os ingredientes são de alta qualidade (o cheddar e o catupiry são de verdade!) e o serviço é rapidinho: no dia que estávamos lá, não deve ter demorado 10 minutos.
Outra coisa boa de lá são os preços. As pizzas são separadas em três tipos: normais, premium e especiais, e custam respectivamente R$4,50 , R$5,00 e R$5,50. Dá pra ir lá, comer uma pizza ótima, em um lugar legal, com música ambiente boa, que não incomoda e gastar pouco.
Recomendo fortemente.

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14
Mai
08

Guaporé, terra da lingerie, jóias e do moda da casa.

Sempre que se fala em Guaporé, as coisas que vêm à cabeça são lingeries, jóias, o autódromo e todos os outros clichês de cidade pequena, mas Guaporé merece uma menção especial pela gastronomia, mais especificamente por causa do famoso “Moda da Casa”, servido no D’Itália.

moda da casa

Não, não é um travesseiro. É um pão de xis aberto e coberto com carne, presunto (Klutz, me ajuda aqui que eu esqueci o que vai dentro!) e coberto com queijo. Não é efeito da foto, parece um travesseirinho mesmo. E são dois. E ainda tem a batata frita. E a salada (irrelevante neste caso).
Para acompanhar, recomendo a caipirinha de vinho, de preferência a grande.
Por uma coincidência meteorológica, nas duas vezes em que estive em Guaporé choveu, aí imaginem a situação: depois de comer meio destes e tomar uma caipirinha de vinho, nada melhor que capotar na cama ouvindo a chuva (até o sino da Igreja tocar às 7 da manhã). Se fosse mais perto, comeria com mais regularidade.
Mesmo que não existisse o Moda da Casa, Guaporé vale a visita. A calma e a tranquilidade da cidade são ótimas para um fim-de-semana de descanso. Se tiver evento no autódromo melhor ainda: deixa a mulher passeando nas lojinhas e vai pra lá.

Foto bônus:
auroggets

Isso não lembra nada?

Mesmo?

12
Mai
08

Curry, nata com alho (ou não) e uma pimenta com efeito retardado.

Desta vez não foi “eu, a Rebeca e o Felipe”, como geralmente acontece. Desta vez vai fomos eu, a Rebeca, o Felipe, a Fabi, a Gabi, o Vini, a Ana, a Lu e o Daniel! Este bando de gente foi comer no Sharin, depois de ter combinado um tempão atrás, desde o evento no Velopark!
Eu e a Rebeca chegamos de Pelotas, podres de cansados e podres de sujos, mas não perderíamos a chance de sair com este pessoal por nada.
Chegamos lá e felizmente não tinha espera, que seria longa pois o restaurante é pequeno e uma mesa para 9 pessoas ocupa um espaço grande. Confesso que estava um pouco preocupado, pois fazia cerca de 3 anos que não comia lá, e a minha reputação como palpitador de restaurante poderia ser abalada se o preço tivesse subido muito e/ou a qualidade da comida tivesse caído. Felizmente meu medo era totalmente infundado: a decoração continua linda, a comida continua deliciosa e o preço continua pagável (sempre levando em conta a qualidade e exoticidade da comida, obviamente).
Os chutneys de entrada estavam diferentes dos da última vez, mas igualmente deliciosos:

mostarda – muito suave, a princípio parece insosso, mas o sabor tem um atraso. Bem interessante.

banana com coco – gostoso, mas nada de especial

maçã com canela – idem

manteiga com curry – combinação interessante

gengibre temperado – sabor marcante e exótico

tomate com curry – combinação espetacular, talvez o melhor deles

nata com alho (ou não) – concorre com o anterior pelo melhor. Se combinados (idéia minha), fica espetacular!

Depois desta ótima entrada, começamos a pedir os pratos:

Eu e Rebeca pedimos um Hot Chicken (1/2 frango assado no forno de tandoor, marinado em yogurte com páprica guarnecido com vegetais e arroz de açafrão, temperado com pimenta). O frango estava delicioso, os vegetais estavam meio sem graça, mas chuchu sempre é meio sem graça.
O atendente nos avisou que fora feito com pouca pimenta, mas que poderia ser feito mais picante. Dá pra entender os motivos deles: se colocarem a pimenta e o tempero das receitas originais, a clientela foge pela porta correndo e vai rolar no asfalto. Nós, com a língua acostumada, somos uma minoria.

Felipe, Gabi e Fabi pediram um Lamb Mint (Iscas de carneiro ao creme de hortelã). A carne estava muito bem preparada e o molho estava simplesmente perfeito. Altamente recomendado.

Vini e Ana pediram um Luxury Macchi (Postas de salmão ao creme suave de páprica). Eu geralmente prefiro meu peixe cru, ou então frito, pois geralmente peixe cozido tem um consistência gelatinosa e uma textura nauseabunda, mas este salmão veio cozido no ponto exato: a carne estava muito macia mas firme. O molho era outra obra-prima à parte, com uma linda cor vermelha e um cheiro delicioso (assim como o sabor).

Daniel e Lu pediram alguma coisa de camarão que eu nem vi e nem sei o gosto, pois eles atacaram o prato e nem deu tempo de ver. Mas parece que estava bom.

De sobremesa, eu e Rebeca (assim como o Daniel e a Lu) dividimos uma pêra cozida com sorvete. O contraste do cravo e canela da pêra com a suavidade da baunilha é ótimo. Recomendo.

Momentos que só o CDAK proporciona pra você:

-Felipe, viu que boa a nata com alho?
-Nata com alho? Eu achei que era uma nata comum.
-Tá com a língua estragada? Tem bastante gosto de alho!
-Prova aqui então!
-….putz, não tem alho mesmo…
-Pau no cu! Viu só! E me xingando! Hahahahaha

Vini repetindo um “puta merda, que negócio bom” pra cada coisa que experimentava.

Todos nós experimentando a pimenta e dizendo que era fraquinha, pra depois descobrir que ela demorava uns 2 minutos pra dar efeito. E que efeito.

Daniel colocando várias colherinhas da supracitada pimenta no seu prato e depois tentando apagar o fogo com cerveja.

O Desafio “Dando PT no Dado Sushi”. Daniel e Felipe vão descobrir quem come mais. Em breve. Só aqui, no Capsaicina. Ingressos pelo e-mail guilherme.atencio@gmail.com .

No fim das contas acho que todo mundo gostou. Eu teria gostado se fosse um X no Gato, pois eu adoro este pessoal e SEMPRE me divirto quando estou com eles. Fiquei feliz com a presença da Fabi e da Gabi, que infelizmente não vejo com a frequência que gostaria. Sem fotos desta vez, pois o restaurante tem um clima de penumbra que ia se perder nas fotos. Vá lá e veja por conta própria.

www.sharin.com.br (Os preços no site estão desatualizados)

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08
Mai
08

Spoletto, novamente

raviolini

Depois de toda a propaganda que fiz para a Rebeca da Salada com salmão defumado do Spoletto, digamos que ela ficou com vontade de conhecer, além de muita água na boca. Além disso, eu queria experimentar as massas, pois o Felipe disse que eram boas e eu confio na opinião dele.
Rebeca pediu praticamente a mesma salada que eu pedi na outra vez, mas desta vez com carpaccio ao invés do salmão. Eu optei por um raviolini recheado com gorgonzola e nozes, com molho de tomate, tomate seco, alcaparras e muzzarela de búfala. A porção de massa é generosa, e os ingredientes são de alta qualidade. Os queijos são de verdade, e não um simulacro com um gosto parecido. Delicioso! Recomendo.

07
Mai
08

Eu comi sushi e sashimi. E teriyaki. E bastante.

Dia primeiro de Maio, além de ser Dia do Trabalho, é aniversário da Rebeca. Neste ano fomos eu, ela, a mãe dela e meu pai no Dado Bier do Bourbon Country.
A escolha foi pra agradar “gregos e coreanos”, pois meu pai não come comida japonesa nem se a vida dele depender disto, e a Denise até come, mas não é muito chegada. Eu e a Rebeca somos. E bastante.
Mas confesso que até fiquei com um pouco de inveja deles:
Este é o “Filé Tradicional”. Como o nome sugere, não tem nada de muito exótico, mas é muito gostoso e bem preparado. O bife é bem grosso e a coisa amarelada tapando ele nesta foto horrível que eu tirei é uma batata coberta com catupiry. Aquilo no potinho é molho barbecue, ou barbicuí como dizem alguns (vou apanhar por causa disso…) Meu pai, como bom pai do seu Ricardo Atencio disse que estava “bom”, naquela entonação de “é o que tem, fazer o que, né…” mas não deixou NADA no prato. Típico. Eu peguei um pedaço e achei ótimo. Bifes grossos são difícies de acertar, mas aquele estava perfeito.
file dado

Este é o “Frango Marroquino”, que tem uma porção de cuscus (cuzcuz? couscous? couzcouz?) no meio e pedaços de frango recheado com Gruyére de verdade, (ouviu Dona Bostarella Barbarella Bakery?!?), molho de ameixas e laranja caramelada e castanha de cajú por cima. Pode soar como uma mixórdia pretensiosa, mas a combinação fica ótima e os ingredientes se harmonizam bem. Não deixe se enganar pela foto: não é a porção que é pequena, o prato é que é enorme.
frango marroquino

Ambos os pratos oferecem uma quantidade razoável de comida por um preço igualmente razoável.
O Filé sai por R$32 e o Frango por R$24. Praticamente o mesmo preço da comida japonesa (que melhorou bastante e merece um post só sobre isso).
Quero ir lá de novo experimentar mais coisas do cardápio. O brabo vai ser resistir ao sushi e sashimi…