Arquivo para Junho, 2008
A Camiseta!
Inverno, época de sopa!

E eu, pra variar, inventei uma com o que tinha na geladeira.
Bati no liquidificador uma cebola grande e meio repolho com uns 300ml de água.
Dourei um pouco de pasta de alho e bacon em cubinhos e despejei a “gosma verde” por cima.
Ralei um pedaço de queijo Estepe (uns 200 gramas) e misturei.
Meio pote de nata.
Sal.
Quando estava quase pronto piquei tempero verde e espalhi por cima.
Considerando que fiz com o que tinha na geladeira, ficou muito bom! Até meu pai elogiou, e ele é um chato pra comida!
A Rebeca fez cara de “isso não vai dar certo” quando expliquei o que eu pretendia fazer, mas no final das contas gostou muito.
Mulher de pouca fé…
O gosto da infância
Antes de se chamar Bourbon, o supermercado principal de Canoas se chamava Zaffari, e antes de ser um supermercado, era uma oficina de caminhões ou algo parecido, mas nesta época eu não era nem nascido. Antigamente, o Bourbon tinha uma lancheria muito boa, na verdade “A” lancheria, onde comíamos com freqüência, e ao lado dela, tinha “O Restaurante”, onde comíamos quando meu pai estava particularmente inspirado. Pensando hoje, o restaurante tinha um decoração bizarra, com muitos lustres brilhosos e uma janelas enormes que davam para a BR-116, mas a comida era boa (pelo que me lembro). A lancheria era meio bizarra também. Era escuro lá dentro, o balcão era de mármore esverdeado, o balcão era em forma de “U” e eu sempre comia o “Super Bauru”. Quando comecei a namorar a Rebeca, descobri que ela, assim como eu, adorava sentar na voltinha do balcão, mas sempre pedia o “Hamburger Especial”. Nestas idas e vindas da vida, o restaurante fechou pra nunca mais abrir, um tempo depois a lancheira fechou também, o nome mudou para Bourbon e mudou tudo lá dentro.
Pois imaginem a minha surpresa quando descobri que no Zaffari Higienópolis tinha uma lancheria! Sinceramente senti que eu entrava em um portal, pois as cadeiras, mesas, vitrais e tudo mais eram EXATAMENTE como eu lembrava. E sim, tinha Super Bauru e Hamburguer Especial. E vinha no MESMO pacotinho de papel com o esquilinho. A música ambiente (coincidentemente ou não) era da mesma época que eu era criança e comia na lancheria do Zaffari de Canoas, o que só me fazia pensar mais ainda que eu havia passado por um portal. Só o que traía a sensação eram os preços e o fato de que se pode pagar a comida com o cartão do Bourbon, pois o gosto era igual, mesmo depois de 15 anos. Um dos poucos casos em que não se aplica a regra dos 15 anos.
Depois disso fiquei pensando o motivo de terem fechado a lancheria de Canoas, pois mesmo sendo uma segunda-feira, havia muita gente almoçando lá. Fiquei pensando também se eu era um ogrinho quando criança pra comer aquilo tudo ou se o bauru cresceu junto comigo. Pra completar a nostalgia, este ferro de passar estava pra vender no mesmo supermercado:
Quem nunca viu a mãe usando um destes que atire a primeira calça boca-de-sino.












