Arquivo para Julho, 2009

29
Jul
09

Preparem as máscaras de gás

O meu post sobre o restaurante húngaro “A Canga” é o meu post com mais tráfego até hoje, o que me deixa muito feliz, pois foi um enorme prazer escrever sobre este lugar que eu gosto tanto. Agora no último fim-de-semana, tive uma ótima surpresa ao chegar lá:
Frente folheto

Programação e cardápio do festival

Todas estas consoantes pelo módico valor de R$30 por pessoa.

Eu já fiz minha reserva.

23
Jul
09

Já desceram das montanhas?

Pois é.
Canoas tem um restaurante japonês, e muito bom!
Mas minha fé na bizarrice de Canoas se renovou quando estava voltando para casa e vi este cartaz:
Japonês obscuro

Não é muito animador, né? E a fachada não melhora a primeira impressão:
Japonês obscuro
O ideograma errado pintado na porta da garagem me deixa ainda mais temeroso.
Pelo bem do jornalismo investigativo gastronômico eu vou comer lá.

Me desejem sorte. E uma flora intestinal resistente.

16
Jul
09

Massinha de modelar

(Ler com voz de locutor da Polishop) Você comeu massinha de modelar quando era criança? Se você comeu e tem saudade disso, agora já pode fazer isso de uma maneira saudável e segura! Estas incríveis batatas inglesas roxas são a oportunidade que você esperava!

OK, chega de piadinhas. Por coincidência, alguns dias depois de eu ter comprado a supracitada batata, o Träsel fez um post sobre elas. Me impressionei com a cor que o purê ficou e a impressão de parentesco com a beterraba aumentou quando descasquei a primeira delas e senti aquele cheiro terroso característico. Cruas, elas tem uma cor roxa profunda muito bonita (esqueci de tirar foto, desculpem), mas quando cozida, esta cor diminui para um azul pastel igualmente interessante. Achei o gosto bem parecido com da batata que estamos acostumados, apenas com um leve gostinho de beterraba. Talvez a manteiga e a semolina tenham atenuado o amargor, portanto na próxima vez vou tentar fazê-las fritas ou assadas pra ver se noto mais diferença no gosto. A Rebeca achou amarga, mas como ela não gosta de beterraba, a opinião dela não é neutra.
Purê azul
Pesquisando um pouco sobre o assunto, descobri que o pigmento que deixa elas assim é a antocianina, um bioflavonóide que além de ser antioxidante, pode ser usada para fazer painéis solares orgânicos.  Tu vê só.

09
Jul
09

Nem as cortinas

Certas coisas me deixam particularmente decepcionado, e comida pretensiosa é uma delas. Uma coisa é ter sofisticação, como por exemplo o D.O.M., que eu ainda não tive o prazer de conhecer, outra coisa é ter um ambiente ajeitadinho, bom atendimento, cardápio bem-escrito e escorregar no que deve ser um dos pilares de um restaurante: a comida.
Infelizmente o St. Hubertus é mais um destes lugares que eu prefiro não voltar mais. Já havíamos visto a fachada uns dias antes e pareceu promissor, então lá fomos nós.
Ambiente St. Hubertus

O ambiente é bacana e o atendimento foi muito bom, isso eu não posso negar. Depois de muito salivar nas opções do cardápio, resolvemos pedir uma sopa cremosa de cebola de entrada. O garçom nos ouviu falando que iríamos dividir e fez gentileza de trazer em duas cumcubas.

Sopa de cebola

A sopa estava realmente saborosa: cebolas flambadas com um gostinho interessante de grelha e um creme bem consistente, mas achei estranho ter uma camada de pão mole por baixo dela. Alguém sabe me dizer se é alguma técnica culinária que eu desconheço ou é só um truque pra fazer render?

Aí chegamos na comida de verdade.
Alles Deutch

Este prato me fez imaginar como seria um “Mc Schmidt”, pois não era ruim, mas também não era bom. A linguiça poderia ter sido aquecida no microondas, a batata podia ter sido cozida até o fim, o joelho de porco poderia estar menos aguado, o lombo (que não apareceu na foto) poderia estar menos vermelho e mais suculento e o chucrute podia fazer parte do “Mc Snack glücklich”. Só faltou a cerveja sem álcool, afinal, é pra crianças.

O prato pedido pela Rebeca, o “Cordeiro Valenciano” (ui!), foi mais grave. Ou mais cara-de-pau.
Cordeiro com páprica e risoto de cogumelos

Quando alguém lhe diz “risoto” o que vem na sua cabeça? Arroz empapado com pomarola? É, na minha também não. Eu imagino que seja algo composto de arroz, com um molho que é absorvido por ele e um pouco de manteiga e queijo. Neste caso, tivemos um molho (ralo), quase nada de manteiga e nada de queijo.
O cordeiro, que deveria ter um molho a base de páprica também estava sofrível, com pouco cordeiro, uma gosma amarela se passando por molho e um solitária bolota de páprica se afogando neste mar de fracasso pseudoteutônico.
Nos custou R$132, o que é caro considerando a comida e que poderia ter rendido uma refeição MUITO melhor no Baumbach Ratskeller, que ainda por cima é mais perto. Nem o Carlo gostou, e isso que ele só provou as cortinas.
Pra esquecer deste desastre, hoje almocei no Daimu e saí faceiro e satisfeito como sempre. St. Hubertus who?

Av. Borges de Medeiros 2000.
Gramado – RS


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02
Jul
09

Podem descer da montanha.

Eu fui no Okinawa.

É, aquele restaurante de comida japonesa que abriu em Canoas.

fachada
horario

O ambiente é pequeno, mas é bem bacana. Tem um certo ar oriental mas sem parecer falso.

ambiente

O sistema da casa é apenas a la carte, o que pra alguns pode ser um ponto negativo. Eu prefiro comer bem e comer menos, mas cada um sabe como gasta seu dinheiro e suas papilas gustativas.

Como era a primeira vez que íamos lá, pedimos um combinado pra ter uma idéia geral dos sushis e sashimis. De entrada, pedimos Gyoza e um Temaki de polvo.
gyoza

temaki

O temaki é simplesmente o MELHOR que já comemos. Tudo bem que foi o primeiro temaki de polvo que eu comi. Tudo bem que custa R$13 (o que acho um pouco caro), mas o polvo estava tão maravilhosamente bem preparado que acabei achando que valeu cada centavo. O delicioso crustáceo molusco é fervido e temperado com gergelim, limão e tare, e o melhor de tudo, tem polvo em TODO temaki, nada daquele truque sujo de colocar o peixe só em cima e encher o resto de arroz.

Os sushi estavam igualmente deliciosos:

sushi

Atentem para o detalhe do pepino estar inteiro ao invés de ralado. Confesso que de início pensei que era preguiça do sushiman, mas a textura ficou bem mais interessante assim do que do jeito “tradicional”. Morder a fatia e sentir a crocância do pepino contrastando com a maciez do salmão e do cream cheese é divertido, por falta de uma palavra melhor.

Pra fechar com chave de ouro, os sashimis:

sashimi

Novamente, o maravilhoso polvo estava lá, e desta vez acompanhado da lula defumadado ,   do salmão e peixe branco (que ao contrário do servido em alguns lugares mais famosos, não tinha espinhas e não parecia palmito ruim).

O combinado custa R$55, na média pra este tipo de comida.

O temaki varia de acordo com o recheio, mas achei um poucos caros, sendo todos de R$10 pra cima.

Gastamos R$90 e saímos totalmente satisfeitos e com muita vontade de voltar e comer mais.

No fim das contas, tivemos uma ÓTIMA surpresa. Hoje em dia, restaurante japonês é mato, mas restaurante japonês BOM é outra estória, e felizmente não preciso mais ir até Porto Alegre para desfrutar comida japonesa de qualidade e com preço condizente. Depois de comer, fui conversar com o pessoal da cozinha e fui muitíssimo bem recebido pelo Valmor e pela Flora (desculpem se eu errei os nomes). Acho que eles estão no caminho certo, pois durante a janta sempre havia um funcionário fazendo o possível para que tudo estivesse certo e querendo saber a nossa opinião. Espero sinceramente que o fato de sermos a única mesa ocupada tenha sido culpa do dia (uma quinta-feira à noite) e por serem um restaurante que abriu a 14 dias apenas.

Recomendo fortemente.

E não, não tinha Xis.

Okinawa Sushi
Rua Domingos Martins, 241, Centro (esquina com a Quinze de Janeiro)
Telefones: 3051-6588/9676-6780/7815-7668


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