Certas coisas me deixam particularmente decepcionado, e comida pretensiosa é uma delas. Uma coisa é ter sofisticação, como por exemplo o D.O.M., que eu ainda não tive o prazer de conhecer, outra coisa é ter um ambiente ajeitadinho, bom atendimento, cardápio bem-escrito e escorregar no que deve ser um dos pilares de um restaurante: a comida.
Infelizmente o St. Hubertus é mais um destes lugares que eu prefiro não voltar mais. Já havíamos visto a fachada uns dias antes e pareceu promissor, então lá fomos nós.

O ambiente é bacana e o atendimento foi muito bom, isso eu não posso negar. Depois de muito salivar nas opções do cardápio, resolvemos pedir uma sopa cremosa de cebola de entrada. O garçom nos ouviu falando que iríamos dividir e fez gentileza de trazer em duas cumcubas.
A sopa estava realmente saborosa: cebolas flambadas com um gostinho interessante de grelha e um creme bem consistente, mas achei estranho ter uma camada de pão mole por baixo dela. Alguém sabe me dizer se é alguma técnica culinária que eu desconheço ou é só um truque pra fazer render?
Aí chegamos na comida de verdade.

Este prato me fez imaginar como seria um “Mc Schmidt”, pois não era ruim, mas também não era bom. A linguiça poderia ter sido aquecida no microondas, a batata podia ter sido cozida até o fim, o joelho de porco poderia estar menos aguado, o lombo (que não apareceu na foto) poderia estar menos vermelho e mais suculento e o chucrute podia fazer parte do “Mc Snack glücklich”. Só faltou a cerveja sem álcool, afinal, é pra crianças.
O prato pedido pela Rebeca, o “Cordeiro Valenciano” (ui!), foi mais grave. Ou mais cara-de-pau.

Quando alguém lhe diz “risoto” o que vem na sua cabeça? Arroz empapado com pomarola? É, na minha também não. Eu imagino que seja algo composto de arroz, com um molho que é absorvido por ele e um pouco de manteiga e queijo. Neste caso, tivemos um molho (ralo), quase nada de manteiga e nada de queijo.
O cordeiro, que deveria ter um molho a base de páprica também estava sofrível, com pouco cordeiro, uma gosma amarela se passando por molho e um solitária bolota de páprica se afogando neste mar de fracasso pseudoteutônico.
Nos custou R$132, o que é caro considerando a comida e que poderia ter rendido uma refeição MUITO melhor no Baumbach Ratskeller, que ainda por cima é mais perto. Nem o Carlo gostou, e isso que ele só provou as cortinas.
Pra esquecer deste desastre, hoje almocei no Daimu e saí faceiro e satisfeito como sempre. St. Hubertus who?
Av. Borges de Medeiros 2000.
Gramado – RS







