Burn, baby, burn…

A Canga (vulgo Pimentão)

O mítico, o imutável, o inigualável, o europeu, o tradicional, o agridoce, o sem-salada, o que te deixa arrotando até terça-feira, o inconspícuo, o ame ou odeie, o restaurante húngaro A Canga!
Bom, este vai ser uma megaboga post, pois (por vários motivos) é um restaurante especial pra mim. É especial pois é o lugar que fez com que eu me interessasse por culinária. Minha mãe me deixou de herança muita coisa, e a vontade de experimentar comidas novas é uma delas, e sou muito grato à ela por ter sempre me incentivado e levado à lugares interessantes quando eu era pequeno.

Em segundo lugar, uma história interessante: enquanto eu e a Rebeca estávamos ainda “fazendo a dança do acasalamento”, estávamos jantando com amigos e conversando sobre restaurantes, e eu disse:
-Conheço um restaurante que ninguém conhece, de comida húngara!
Rebeca me olhou e perguntou:
-Não é um que fica em São Sebastião do Caí? A Canga?
Meu queixo caiu….era a PRIMEIRA vez que alguém conhecia! Quem estava lá diz que dava pra ver os coraçõezinhos se formando à nossa volta….hehehehehe

E por fim, a raridade. Já ouvi falar que é o único restaurante de comida húngara do Brasil, o que me parece um pouco de exagero, (apesar de eu nunca ter ouvido falar em outro) mas certamente é o único que eu conheço. Mas vamos deixar de rodeios e falar do restaurante!(Clique nas fotos se quiser ver melhor.)
Quem olha de fora não dá nada por ele, já que nome não dá nenhuma dica e externamente parece como qualquer outro restaurante de beira de estrada.


restaurante2, originally uploaded by Guilherme.atencio.

Sim, você leu certo. O restaurante tem 40 anos. E praticamente NADA mudou nestes 40 anos. Obviamente que eu não sei como era quando abriu, mas conheço gente que vai lá desde que abriu.


fachada, originally uploaded by Guilherme.atencio.

Segundo o tradutor on-line que eu usei, “délvidéki magyar konyha” quer dizer algo como “cozinha magyar sulista”. Pra quem não sabe, Magyar é a principal etnia que compõe o povo húngaro.


mural, originally uploaded by Guilherme.atencio.

Ainda segundo o tradutor, “Jó Étvágyat” quer dizer algo como “Bom apetite”.

Depois de todos estes anos indo comer lá, é fácil de ver quem está indo pela primeira vez: é aquele que pede o cardápio, ou pior ainda, que acha estranho que não tem salada. E agora aproveito para fazer uma pausa e um aviso: não é para qualquer um. É uma comida muito característica, o cardápio é fixo, os sabores são marcantes e o restaurante é honesto, com mobília e decoração espartanas.
E um banheiro assustador.


banheiro, originally uploaded by Guilherme.atencio.

Então se você procura sofisticação, procure em outro lugar. Se você quer uma comida diferente e deliciosa, PODE ser que você goste. Juntou coragem e entrou? Agora vem o segundo choque para os menos aventureiros: o cardápio.


cardapio, originally uploaded by Guilherme.atencio.

Não diz muita coisa, né? “Um monte de consoantes e acentos…Prato frito? Prato Cozido? Onde diabos eu me meti? Vou matar este guri!” CALMA! Está tudo escrito ali (e depois eu falo mais de cada prato)!

Aprolék leves = sopa de miúdos de galinha

Töltött paprika = pimentão recheado

Rántott Csirke = galinha empanada com batata frita

Fagylaltos = bolo com sorvete caseiro

Respirou fundo e sentou? Tá, depois de um tempinho (ou um tempão…o serviço lá é inconstante, único defeito do lugar) a comida começa a chegar.


sopa, originally uploaded by Guilherme.atencio.

Como eu disse antes, na sopa tem miúdos defumados de galinha (eca) e pescoço de galinha (eca de novo), mas você pode fazer como eu eu simplesmente separar e não comer.


sopa2, originally uploaded by Guilherme.atencio.

Eu prefiro comer a massinha que vem junto. parece um gnocchi pequeninho. O caldo tem bastante páprica e tempero verde desidratado.


sopa3, originally uploaded by Guilherme.atencio.

Nas noites de inverno eu ia adorar um prato destes! Não se empolgue e tome um monte de sopa, guarde lugar para o que vêm depois.


pimentao, originally uploaded by Guilherme.atencio.

A atração principal, a pièce de résistance, o pimentão recheado.
Receita secreta do Sr. Károly Cvitkó, que veio para cá fugido da invasão russa de 1956, o pimentão recheado desafia quem tenta fazer em casa, e pedidos da receita são recebidos com um sorriso, mas nunca atendidos. O máximo que sabemos é que é utilizada páprica trazida da Hungria e que o recheio (que leva arroz e carne) é cozido dentro do próprio pimentão. O molho é um espetáculo à parte: grosso, com uma linda cor vermelha e um sabor adocicado que combina perfeitamente com o pimentão verde.


pimentao2, originally uploaded by Guilherme.atencio.

Novamente, guarde lugar no estômago para os outros pratos. Conheço gente que tem a perna oca que já comeu 9 pimentões, mas eu nunca consegui passar de 3. Ah, e use roupa escura, roupas brancas não são aconselhadas.


batata e galinha2, originally uploaded by Guilherme.atencio.

Seguindo no desfile de delícias, agora chegou a hora da galinha empanada e das batatas fritas.
A galinha tem uma “casca” grossa e um dos pedaços tem miúdos, que a gente chama carinhosamente de “aquele”. A batata é cortada em pedaços grandes e o bom é destrinchar um dos pedaços de galinha e cobrir com o molho do pimentão. Obviamente que isto também funciona com as batatas.

Pra completar, a sobremesa:


sobremesa, originally uploaded by Guilherme.atencio.

Na verdade é bem simples: um pedaço de bolo com chocolate e meia bola de sorvete de creme com chocolate em cima. Tudo feito lá mesmo, é claro.
Tudo isto pode ser comido à vontade, pela quantia módica de R$17 por pessoa e não é cobrado 10% de serviço (que eu acho uma palhaçada quando é cobrado). O restaurante funciona apenas para almoço nos fins-de-semana.

Restaurante Húngaro A Canga
RS 122, KM 09
São Sebastião do Caí, RS
fone: (51) 3536 1461

Aviso de utilidade pública: O consumo de pimentão verde pode causar eructação de gases venenosos por aproximadamente 3 dias. Na viagem de volta já começa-se a sentir os efeitos. Você não vai querer jantar, mas vai querer ir de novo.

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47 Respostas

  1. klutz

    Bah, eu tenho uma foto nesse restaurante, há mais de 20 anos atrás.

    Em tempo, meu avô é húngaro(nascido em Budapeste e veio pro Brasil fugindo da segunda guerra) e em uma vez que fui nesse restaurante com o Guilherme ainda encontrei um tio avô(irmão da minha avó, que não era húngara).

    Acho que pra idas frequentes o restaurante em questão tem um peso no estômago meio forte, mas ocasionalmente se apresenta como uma excelente opção.

    Sempre se sabe o que vai comer e que gosto vai ter.

    Recomendo ou chegar muito cedo(tipo 11:30) ou mais tarde(após as 13:30) senão existe a possibilidade de filas para comer. Como eu odeio filas, fica a dica. Ah, e eu já cheguei lá pra comer às 15hs e encontrei o restaurante aberto, apenas com maior demora ao servirem e reporem os pratos.

    Abraço

    novembro 13, 2007 às 3:32 am

  2. klutz

    Faltou comentar que em virtude desses gases venenosos, não se deve ir com desconhecidos no carro, pois isso nos leva a outro nível de amizade…

    Piada interna, mas indispensável…

    novembro 13, 2007 às 3:33 am

  3. Rebeca

    Realmente não é para qualquer um – já vi gente enchendo o molho de sal. Mas o melhor foi o comentário de uma senhora que almoçou conosco: “Esse pimentão ia ficar bom mesmo com uma salada de maionese”. Sem comentários…

    novembro 14, 2007 às 3:03 am

  4. Anonymous

    Genteeeee essa comida é tudoooo
    quem não conhece vale a pena experimentar

    julho 6, 2008 às 3:32 pm

    • Leila maria Dias

      Maravilhooooso !!!! Fui a primeira vez ha mais de 20 anos ,e me apaixonei perdidamente

      julho 7, 2011 às 12:12 pm

      • Leila maria Dias

        Domingo tô lá !!!

        julho 7, 2011 às 12:13 pm

  5. Pingback: Goulash « Capsaicina

  6. geraldo

    FIQUEI CURIOSO.VOU DAR UM PULO LÁ.ESTRANHEI NÃO SERVIREM GULASH.GOSTO TANTO QUE APRENDÍ A FAZER,MAS NÃO SE COMPARA A UM AUTENTICO MAGYAR.
    IA ESQUECENDO; O BICARBONATO TEM LÁ OU TEMOS QUE LEVAR?

    abril 3, 2009 às 9:40 pm

  7. geraldo

    CONFORME TINHA DITO,FUI EXPERIMENTAR.SEGUINDO A OPORTUNA SUGESTÃO DE KLUTZ,CHEGUEI CEDO:11:20 ESTAVA LÁ.UMA HORA DEPOIS,TINHA GENTE NA RUA ESPERANDO.PARA QUEM DETESTA FILA COMO EU,FILA EM RESTAURANTE ENTÃO,NEM PENSAR.
    COMO ERA DOMINGO,O CARDÁPIO AUTOMÁTICO ERA A SOPA,PIMENTÃO E GALINHA EMPANADA COM AS BATATAS PEDAÇUDAS FRITAS.AH! E O SORVETINHO AQUELE DA FOTO.
    CONFESSO QUE,PARA QUEM CONHECE A COZINHA HÚNGARA COMO CARACTERIZADA PELA CONDIMENTAÇÃO PUNGENTE,ESPERAVA ENCONTRAR O PIMENTÃO RECHEADO AO MOLHO COM,PELO MENOS,20.000 SHU(SCOVILLE HOT UNIT).MAS,PARA MINHA SURPRESA,AO CONTRÁRIO ERA ADOCICADO.PIMENTA TINHA PASSADO SEQUER PELA RS 122, EM FRENTE.CONTORNEI A SITUAÇÃO,COM UM MOLHO DE PIMENTA QUE ME FOI TRAZIDO,A PEDIDO.BOM AGORA SIM FICOU ACRIDOCE.MELHOR DIZENDO,PUNGENTE-DOCE.PENA QUE O MOLHO NÃO ERA,PELO MENOS,UM TABASCO.FICA A SUGESTÃO PARA OS PROPRIETÁRIOS:JÁ QUE É TRADIÇÃO,TEM FILA NA PORTA ETC. E TAL,OFEREÇAM,COMO COMPLEMENTO,UMA BOA VARIEDADE DE PIMENTAS[PODERIA SER UMA MESINHA,CHEIA DE PIMENTAS,DE DIFERENTES VARIEDADES E CORES,SABORES E APRESENTAÇÕES(EM AZEITE,EM UISQUE,VINAGRE,CACHAÇA,MOLHOS ETC.))],PARA QUE OS MAIS ENJOADOS,COMO EU,POSSAM DAR UM TOQUE MAIS MAGYAR AO PRATO.
    OUTRA COISA:PARA AQUELES QUE AINDA NÃO SE ANIMARAM A IR LÁ EXPERIMENTAR,POR CAUSA DA VISÃO DANTESCA DO BANHEIRO(NUNCA SE SABE SE NÃO SERIA PRECISO USÁ-LO),FIQUEM SOSSEGADOS:EXISTEM HOJE TRES BANHEIROS(MASCULINO,FEMININO E…PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS) NOVOS,LIMPÍSSIMOS E BEM ILUMINADOS.
    EU PENSAVA QUE PODERIA ESCOLHER,NO CARDÁPIO,ENTRE O PIMENTÃO E O GULASH,MAS NÃO.O RESTAURANTE FUNCIONA APENAS NOS SÁBADOS E DOMINGOS.O DIA DO GULASH,É O SÁBADO.VOU ME PROGRAMAR PARA IR LÁ NESTE DIA.O PREÇO? R$25,0 POR PESSOA.ATÉ A PRÓXIMA.
    GERALDO

    maio 20, 2009 às 12:29 am

  8. geraldo

    GENTE,ESQUECI DE DIZER QUE,APESAR DA MINHA SURPRESA,COMÍ DIREITINHO.
    O PRIMEIRO SERVIÇO FOI SERVIDO E,DOS QUATRO PIMENTÕES APRESENTADOS,DEI SUMIÇO EM TRES.MINHA ESPÔSA HELENA COMEU APENAS UM.SÃO GRANDES E COMPLETAMENTE RECHEADOS.CONFESSO QUE,A PRINCÍPIO,NÃO ACREDITEI QUE DARIA CONTA,MAS ESCOLTADO POR UM BOM PÃO CASEIRO, QUE IA ESCORANDO O MOLHO,OS PIMENTÕES FORAM,UM A UM,SUMINDO.ENQUANTO COMÍAMOS,COMENTAVA COM HELENA QUE UM PANTAGRUEL TINHA COMIDO NOVE DAQUELES.LIVRO GUINESS PRA ELE.
    DESNECESSÁRIO DIZER QUE NÃO JANTEI E NA MANHÃ SEGUINTE,TOMEI APENAS UM CAFÉ PURO.
    GERALDO

    maio 20, 2009 às 1:06 am

  9. Lorant

    Olá a todos curiosos e interessados !
    Moro em São Paulo e aqui a culinária mundial é farta… Inclusive a húngara !
    Existe um restaurante no começo da São Gabriel que serve comida húngara nos almoços de sábado.
    RESTAURANTE CHÁRICA.
    Para quem quiser experimentar, vá em frente. Pratos deliciosos com bastante carne e nhoques.
    Não são tão pesados como esses do Sul (imagino).
    Há muita carne de vitela, frango (só sobrecoxa!) e porco. Tudo no meelhor tempero húngaro da fundadora a Dna Charica.
    Se quiserem conhecer mais sobre a colônia húngara, visitem: http://www.ahungara.org.br
    Site com as atividades da comunidade húngara em São Paulo. Desde festivais de comidas, congelados, importados, até danças e apresentações que acontecem por aqui.
    Um abraço e espero ter deixado vcs com água na boca !
    Tenho sorte, minha mãe húngara cozinha todos os tipos de pratos…
    Lorant

    maio 30, 2009 às 9:09 pm

    • guilhermeatencio

      Muito obrigado pela ÓTIMA contribuição! Sempre tive curiosidade sobre os restaurantes húngaros no Brasil, e agora dá pra ter uma idéia melhor.
      Depois olho com calma o site que tu colocou. Obrigado!

      maio 30, 2009 às 11:10 pm

  10. Olá,

    Ainda não conheci o restaurante! Com certeza estará no meu roteiro quando estiver na região, pois sou de São Paulo. E aqui tem o Empório Húngaro para quem se interessa pelas pepitas húngaras, comidas e bebidas!

    junho 23, 2009 às 1:33 pm

  11. Pingback: Preparem as máscaras de gás « Capsaicina

  12. Ivan

    Esse restaurante é muito bom!!! A qualidade da comida é excelente, e o atendimento é legal também.

    Estive na Hungria e os temperos me lembraram muito o que comi lá.

    Recomendo a todos que gostam de comida boa, independente se o restaurante não parecer chique.

    Vc vai comer melhor lá do que em muito restaurante metido a chique em Porto Alegre.

    novembro 4, 2009 às 10:48 am

  13. Paulo Freitag

    Odiava pimentão recheado. Amarguento, fedorento …..mal feito. Até que um dia parei no A Canga. Ainda bem que não sabia traduzir o cardápio, pois teria dado meia volta e sumido. Mas, sentado à mesa, veio a maravilhosa sopa, o frango empanado, as batatas e…. o pimentão! Argh! Foi quando o seu Carlos (Karoly) insistiu que eu experimentasse. Foi paixão à primeira garfada. Desde aquela época faço da ida ao restaurante um evento muito esperado. Não sosseguei até conseguir fazer um “genérico” caseiro dos pimentões. Depois de vários insucessos, até que me sai bem. Mas nada como o feito no A Canga.
    Tenho uma história particular. Seu “Carlos” infelizamente não está mais entre nós.
    Ele era muito disponível e até sentava nas mesas quando o assunto era a Hungria e seus costumes e culinária. Certa vez comentei com ele que havia lido um artigo sobre um vinho licoroso especial, feito de uvas mofadas, produzido somente na Hungria: o Tokai Azu (desculpem se a grafia não está absolutamente correta). No artigo comentava que o vinho era produzido em quantidades restritas e todo anos a produção era negociada em leilões, ou reservada a consumidores tradicionais de alto poder aquisitivo. As garrafas variavam de algumas centenas de dólares até 15 mil U$ !!! Foi quando seu “Carlos” me perguntou: – Quer experimentar?
    Incrédulo respondi que sim. Ele foi até a cozinha e voltou com um pequeno cálice com o precioso Tokai. O vinho era de sua reserva pessoal, que ela havia recebido como presente da consulesa húngara. Não exitou em compartilhar.

    dezembro 9, 2009 às 11:30 pm

    • guilhermeatencio

      Olá Paulo!
      Muito obrigado por partilhar conosco mais uma estória do Sr. Karoly. Realmente era um enorme prazer ter a companhia daquele simpático e amável senhor durante a refeição e não me surpreende ele ter demonstrado esta generosidade, pois sempre fomos tratados como se fossemos da família ao comer lá.
      E que bom que tu não sabia que era pimentão, senão talvez estivesse até hoje sem saber da maravilha que se esconde naquele restaurante!

      dezembro 10, 2009 às 12:10 am

  14. Péter Inoka

    Boa noite!

    Amei essa apresentação! Eu gosto muito de ver e ler como as pessoas de outras culturas vêem e descrevem qualquer coisa que é relacionada á Hungria. Eu sou húngaro, moro no Brasil desde 2006 e nenhuma vez comi um prato verdadeiramente húngaro, apenas quando eu fiz em casa. Mas isso também tem uma desvantagem, quando acaba a Paprika ai parou tudo! Sem isso não existe comida húngara.
    A primeira coisa que eu queria explicar é o significado da palavra ‘délvidéki’. Essa palavra é o nome de uma região da Hungria que se encontra no sul do país, exatamente aquela parte que fica mais perto da antiga Iugoslávia(hoje Sérvia e Croácia).
    A outra coisa é porque um húngaro não fala a receita. É porqueísso é uma das poucas coisas que restou depois da Primeira Guerra Mundial. É um segredo de muito tempo atrás e um dos maiores orgulhos que um húngaro pode ter além do idioma que fala.
    Se Deus quiser eu vou abrir o segundo restaurante húngaro no Brasil, pois realmente não deve ter, pois eu não encontrei nenhum durante quatro anos.
    Deus abençoe a culinária húngara e aos húngaros!

    outubro 1, 2010 às 8:57 pm

    • guilhermeatencio

      Olá Peter!
      Fico muito feliz quando pessoas como você comentam sobre o que eu escrevi, principalmente quando estão falando sobre um lugar pelo qual tenho tanto carinho.
      Só faltou você dizer onde está morando, pois assim eu saberei se o segundo restaurante húngaro do Brasil vai estar muito longe.
      Obrigado também pela contribuição e se um dia estiver aqui pelo sul e quiser um guia, pode entrar em contato!
      Grande abraço!

      outubro 5, 2010 às 1:39 pm

    • Vera

      DE onde vc é? Em que estado do Brasil vive?

      agosto 7, 2011 às 9:47 pm

      • guilhermeatencio

        Sou de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre.

        agosto 15, 2011 às 12:46 pm

  15. Roberto

    Hoje tenho 40 anos e eu ia nesse restaurante na minha infância. Até hoje não esqueço!
    Apesar de nao gostar de pimentao comia e achava gostoso.
    Tinha entre 6 e 12 anos e iamos pelo muito “na Canga”.

    Hoje moro em SP, e vou dizer que sinto muita saudade do pimnetao, do frango e do bolo com sorvete!

    Na volta a gente sempre parava para comprar mandolatos na Vó Li….

    Saudades….

    outubro 5, 2010 às 12:41 pm

    • guilhermeatencio

      Este restaurante é realmente um lugar que deixa saudade em quem se muda daqui.
      Comer lá é muito mais do que uma refeição, é um passeio.

      outubro 5, 2010 às 1:40 pm

  16. Ingrid e ricardo

    Adoro o a canga sem que posso levo minha esposa e meus filhos. O atendimento e mais q especial, um garçon, em especial me chamou a atenção, alexandro. Atencioso e muito educado. parabens a todos. ricardo poa

    junho 4, 2011 às 9:00 pm

  17. alessandro lovi

    adoro acanga, como neto de hungaro (avo que não conheci pois faleceu antes ter nacscido), sinto toda vez que vou lá as minhas origens

    junho 19, 2011 às 10:31 am

  18. Daniel

    Um espetáculo de culinária!!!!

    julho 19, 2011 às 11:38 pm

  19. ivo

    Prezados,
    Liguei para lá: abre de terças a domingos! Obaaaaaaa!!!!!!

    julho 20, 2011 às 9:23 am

  20. Juliana

    Nossa, realmente é maravilhosa a comida da Canga. O pimentão recheado é dos deuses mesmo. Recomendo a todos que apreciam uma ótima comida. A sopa também,dá vontade de levar para casa de tão boa. É tudo de bom.

    outubro 18, 2011 às 9:38 am

  21. Carina Leão

    Não vou mais, não que a comida não me apeteça ainda mais demitiram aquele gerente de óculos meio narigudinho e agora o atendimento vai de mal a pior.
    Vamos se puxar pessoal qualidade e bom atendimento tem que andarem juntos.
    Carina Leão

    março 24, 2012 às 2:36 am

  22. Eu frequento A Canga desde 1988, ano que conheci meu marido, que frequenta desde pequeno (1970), é o restaurante predileto da família Endres…portanto, amanhã (17 jun 2012) vamos almoçar lá!!!
    Já tentei fazer o cardápio em casa, ficou bom, mas faltaram ‘os segredos’!!!
    Vale a pena experimentar, quem não conhece!
    Conheço outros que são viciados nesse cardápio!!
    Ah, de vez em quanto eles tem um Festival Gastronômico, que tem outros pratos, música e etc., muito bom, já fui!!
    Reportagem: http://www.youtube.com/watch?v=qmzCuWNZ7rI legal, aparece o Seu Carlos, já falecido…

    junho 16, 2012 às 2:28 pm

    • guilhermeatencio

      Eu citei o Festival algumas vezes aqui, e realmente vale muito a pena.
      Obrigado pela visita.

      junho 25, 2012 às 9:42 am

  23. arlequimcego

    Olá! Alguém sabe onde posso encontrar um(a) professor(a) de língua húngara? Queria aprender o magiar há anos mas nunca encontrei um profissional que o ensinasse em Porto Alegre. Se souberem, podem me avisar? Muito grato.

    junho 25, 2012 às 9:26 am

    • guilhermeatencio

      Putz, essa é difícil.
      Eu não conheço mas posso perguntar quando for de novo ao restaurante.
      Melhor ainda: vá lá, coma e pergunte para eles. 😀

      junho 25, 2012 às 9:39 am

    • Vera

      Por que vc não tenta a associação húngara? Eles poderão te indicar alguém de POA.

      junho 25, 2012 às 5:02 pm

  24. Daniela

    Por sorte minha moro naquela entrada ao lado do restaurante,e sem dúvida,a comida é ótima,apesar de ser um cardápio fixo,você nunca cansa de comer essas iguarias…Há alguns anos atrás eu trabalhei lá como “garçonete”…Comi muuuuuuuuuuuuuito!!!

    julho 13, 2012 às 5:15 pm

    • Vera

      Ai, que inveja de vc!!!!!!!

      julho 23, 2012 às 12:00 pm

  25. Sheila RVB

    Entrei no A Canga por acaso, pois estava comprando um móvel num antiquário próximo. Logo fiquei sabendo que é o único aqui no sul e que o cardápio é sempre o mesmo. Foi bom e tal… Mas sempre a mesma coisa? O valor atual (outubro de 2012) é R$30,00 por pessoa e nos tais festivais é R$45,00 por pessoa. Sou de Porto Alegre/RS.

    outubro 16, 2012 às 10:49 pm

    • Sheila RVB

      Esqueci de dizer que eles tem MUITAS qualidades de cervejas artesanais que nós não provamos pois estávamos em viagem. Tomamos um refrigerante feito por eles mesmos bem mais ou menos, mas enfim … era típico, né?

      outubro 16, 2012 às 10:55 pm

      • guilhermeatencio

        Olá Sheila, que bom que você gostou.

        De fato, muita coisa mudou desde que escrevi isso, e quanto ao fato de servirem sempre a mesma coisa, vai do gosto de cada um.
        Eu pessoalmente prefiro lugares com poucas opções bem executadas do que lugares que servem churrasco, sushi, massa, sopa, salada, pizza e panqueca, mas é tudo mais ou menos.

        outubro 17, 2012 às 9:06 am

    • Márcio Costa

      Isso é um absurdo, esse restaurante é pior que as lancherias de beira de estrada por 9,99.

      julho 28, 2013 às 9:09 am

  26. Noely

    Frequento a Canga a mais de 30 anos, e sempre volto;amo o sabor diferenciado da comida.Os banheiros já mudaram muito,estão ótimos, o restaurante e a comida continuam os mesmos excelentes.

    dezembro 29, 2012 às 7:11 am

  27. Márcio Costa

    Foi o pior restaurante que eu comi na vida. R$33 para comer carcaça de frango a milanesa , sopa fedorenta sem gosto com uns pedacinhos de pescoço de galinha perdidos no meio de umas bolotas de farinha e, de sobremesa um bolo velho com um sorvete pra lá de ruim, não recomendo, aliás contra indico. Eu achei que os caras do restaurante estavam debochando de mim e dando risada lá na cozinha.

    julho 28, 2013 às 9:07 am

    • guilhermeatencio

      Caro Márcio, é uma pena que sua experiência tenha sido tão ruim. Por coincidência eu almocei lá hoje e achei que estava bom como de costume.
      Eu discordo das opiniões que você emitiu nos comentários, mas infelizmente este tipo de coisa é muito subjetiva. Eu mesmo detestei lugares que me foram indicados por pessoas com opiniões muito parecidas com as minhas. Alguns lugares tentei ir 3 ou 4 vezes, na esperança de que tivesse sido azar, mas continuei achando ruins e fico pensando se criei uma antipatia com o lugar ou se simplesmente não é meu tipo de lugar.
      Mais sorte nas próximas aventuras gastronômicas.
      Grande abraço!

      julho 28, 2013 às 6:16 pm

    • Luís Henrique Haas Luccas

      Pelo visto você é um dos únicos que “entende de comida” aqui, porque quase todos nós gostamos da Canga.

      novembro 20, 2013 às 12:57 pm

  28. Kara

    Inferências à parte. Se um restaurante se mantém por mais de 40 anos só pode ser pela qualidade do que apresenta. Eles vem inovando e melhorando a cada momento.

    Kara

    outubro 21, 2013 às 8:20 am

  29. Luís Henrique Haas Luccas

    A “massinha” ou “gnocchi pequeninho” se chama spaëtzle (se pronuncia shpétzel aprox.)

    novembro 20, 2013 às 12:53 pm

    • guilhermeatencio

      Luís, que eu saiba o nome em Húngaro é “nokedli”, mas é basicamente a mesma coisa. 🙂

      novembro 20, 2013 às 4:54 pm

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