Burn, baby, burn…

Barbarella Bakery

Lembram quando os personagens de desenho animado eram enganados e viravam um pirulito enorme? Eu me senti assim ontem. Indo na onda daquela bosta de Guia de Porto Alegre (que eu compro por causa dos endereços) da Veja, resolvi conhecer a famosa Barbarella Bakery, campeã no quesito padaria nos últimos 6 anos. Desde que abriu, esta padaria têm ganhado o prêmio de melhor TODOS os anos, o que sempre me deixou curioso. Ontem resolvi ver qual era motivo de tanta reverência.
Primeira constatação: o lugar é difícil de achar.(Aliás, impressionante a quantidade de restaurantes naquela rua, deve ter uns 10). Na fachada só tem um toldinho escrito “boulangerie”, mas não tem o nome do estabelecimento, portanto achei pelo número. Quem me dera ter ido embora como QUASE fiz.

Entrei, dei uma olhada no lugar e sentei em uma mesa com tampo de vidro. Tampos de vidro em dão coisas: além de gelados, qualquer pressão que se faça sobre eles causa ruídos que sempre me fazem pensar que está quebrando alguma coisa. Ao olhar o cardápio tive um choque: tudo é muito caro. sanduíche custando R$20 é mato. A água mineral custa R$2,80. Ouch. Já que tinha ido até ali, eu tinha que experimentar alguma coisa. Optei por um quiche de creme de gruyére com cogumelos.

Depois de esperar meia hora, eu comecei a pensar se era feito na hora, pois se de fato fosse feito na hora e fosse grande, os NOVE REAIS cobrados por ele não seriam tão absurdos. O garçom passa por mim, cutuca as duas atendentes atrás do balcão e eles começam a cochichar entre si. Finalmente eu vejo que ela vêm em minha direção com um pratinho, e me pede desculpas, pois havia esquecido meu pedido. Quatro funcionários atendendo duas mesas e eles conseguem se embananar em uma tarefa que consistia basicamente em pegar um pedaço de quiche já cortado, colocar em um prato e levar até minha mesa. O quiche? DECEPÇÃO TOTAL.Maldita hora que meu telefone está estragado, portanto sem fotos. O pedaço não tinha mais de 10cm, a massa da borda era boa, mas a do fundo parecia papelão molhado e gruyére, até onde me lembro, é um queijo com sabor bem marcante, e não aquele simulacro de fermentado láctico misturado com pedaços esparsos de cogumelo. Os quiches do Antônio, aquele restaurante fuleiro nos campi da UFRGS, têm o mesmo gosto e custam menos de R$3. Torci para que alguém perguntasse o que eu achei…mas infelizmente não pude dizer quer estava mole e sem gosto. Eu me levantei e fui dar mais uma chance ao estabelecimento, e pedi pra levar um Cinnamon Roll, um cookie de chocolate e uma Apricot Butterfly (este só pra Rebeca, pois não gosto desta fruta). Confesso que o cookie é MUITO bom, mas o da Subway é igualmente gostoso e custa R$1,50, ao invés dos R$3,50 cobrados na Bosterella Barbarella Bakery. O Cinnamon Roll é razoável, mas por R$5 eu esperava muito mais. Muito massudo e pouco gosto. O chinelo velho de damasco Apricot Butterfly foi categorizado pela Rebeca como “com gosto de velho e sem-graça”. Ela também concordou com minha opinião sobre o cookie e o Cinnamon Roll.

Aí eu pergunto: COMO um lugar destes ganha TODO ANO, DESDE QUE ABRIU?!? Tem cu no meio, só pode. Ou muita grana. Ou os dois. Comida “meh”, preço ridículo, serviço meia-boca e uma legião de admiradores? Me desculpem, mas eu gosto de lugar pra COMER, não para ver e ser visto. Lugar para pagar um preço justo, não pra se gabar no Orkut. Que ninguém pense que eu sou mão-de-vaca: eu não me importo de pagar bem quando é merecido, vide minhas frequentes visitas ao Sharin, Polska e Gokan. Tira o modelito pretensioso, muda para uma área menos frescurenta da cidade e baixa os preços para um terço do que custa agora que eu penso em voltar lá.

Este post no Garfada fala um pouco sobre o fenômeno de aparecer no Guia da Veja. Leiam.

PS – Pra descontrair um pouco: enquanto eu esperava para pagar, entrou uma loira padrão, espécie muito comum naquela área de Porto Alegre, pegou um cardápio (que tem os preços de TUDO) e teve o seguinte diálogo com o garçom:

-O que tem pra comer?
-Temos vários lanches, sanduíches, torradas…
-(Interrompendo) Não, é muito demorado! Quero algo pronto!
-Bom, temos estes croissants…
-(Se atravessando de novo) Mas o que tem dentro?
-Nada.
-Ai..Croissant puro? (cara de nojo) mas quanto custa? (Detalhe: o preço estava escrito no balcão e no cardápio que ela tinha na mão).
-R$6
-Ai! Muuuuuito caro! (De fato é…)
Peguei minhas coisas e saí. Rápido.

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5 Respostas

  1. klutz

    Bah, eu já desconfiava que os melhores da vejinha eram um embuste. Dito e feito. Fora que padaria é uma coisa meio complicada, pois pão e afins são coisas que vão muito do gosto particular de quem consome.Mas o diálogo final da loira retrata bem as pessoas que ali enterram seus infindáveis reais, com “rara inteligência”.

    maio 15, 2008 às 12:10 am

  2. Anonymous

    Tu só pode ser muuuito podre, nos dois sentidos: dinheiro e espirito.Pq para falar dessa maneira da Barbarella que é xodó de todos os gauchos e o único que tem essa opinião é tu, me desculpe, mas repense teus conceitos.Todos os dias estou lá… todos os dias tem muitas pessoas novas indo e elogiando!

    setembro 24, 2008 às 4:32 pm

  3. guilherme.atencio

    Ao invés de se esconder atrás do anonimato, me escreve um texto dizendo os motivos que te fazem gostar tanto de lá. Dizer que é “xodó de todos os gaúchos” e que “Todos os dias estou lá… todos os dias tem muitas pessoas novas indo e elogiando” é a SUA opinião. Tu trabalha lá? É dono daquela birosca? Eu disse que não gostei e dei ARGUMENTOS. Você se limitou a dizer que eu sou podre.Uma coisa é FATO, lá é CARO. Existe a possibilidade de que eu tenha ido lá em um dia ruim e quem sabe se eu for de novo ache bom. Um dia, quem sabe. Espere sentado.

    setembro 24, 2008 às 5:06 pm

  4. guilherme.atencio

    Outra coisa, anônimo: recomendo que você vá comer no “America”. Você provavelmenteque é rico e tem o espírito radiante vai adorar, já que que sou podre de espírito e de dinheiro odiei. Abraços!

    setembro 24, 2008 às 5:15 pm

  5. FLÁVIO

    PENSO Q PRA APARECER NA VEJA É SÓ PAGAR, MAS TAMBÉM SE NÃO FOR ACHO Q É PQ AS PESSOAS GOSTAM MUITO DE SEREM VISTAS EM LUGARES Q DÃO STATUS NÉ, VAI VER SE ALGUÉM BOTA FOTO NO ORKUT QDO VAI NO X DO ZÉ, U DO PEDRINHO??

    maio 4, 2009 às 11:58 am

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