Burn, baby, burn…

O Épico

Em uma época remota, quando Elfos, Homens e Hobbits compartilhavam o ketchup e o Kás guaraná ainda corria abundante durante os festejos, o pequeno ogro ouvia as lendas contadas pelos viajantes:

“-Ele tem a capacidade de alimentar um homem por dias”, diziam os deslumbrados.

“-Um Orc só ganha o respeito dos outros após vencer este desafio”, estimulavam os empolgados.

“-Tudo tem um preço. Quem já ousou enfrentar este monstro nunca mais é o mesmo”, avisavam os anciões.

Tudo isso atiçava a curiosidade do jovem ogro, mas a vida (o universo e tudo mais) têm seu próprio ritmo, e o ser mitológico habitava somente sua imaginação, por vezes animando as conversas com outros ogros, até que um dia a lembrança se desenterra e começa a queimar como uma brasa. Ele teria que trazer sentido para sua vida, ele precisava descobrir a verdade por trás das estórias de ninar, ele estava decidido à encontrar e enfrentar a lenda, “The One Xis to Rule Them All”: O Xis Coqueiro!

O pequeno ogro convida seu companheiro de aventuras, o Grande Ogro, para lhe acompanhar, e com a mesma certeza de que o molho do pimentão pingará na roupa branca , o grande ogro disse: “Saio da empresa e passo aí”. E montados na carruagem branca emprestada pela mãe do Grande Ogro foram os dois em direção à terra distante, relembrando aventuras anteriores, preparando o espírito para a provação que os esperava.

Chegando em seu destino, os dois audazes viajantes avaliam a situação após estabelecerem seu território e descobrem que as lenas têm um resquício de verdade. Aquilo poderia matar um homem adulto. E custa caro: o Especial da casa custa 30 moedas de ouro. A combinação de ingredientes certamente era incomum: Iscas de filé, presunto, queijo, milho, ervilha, azeitona, palmito, pepino, tempero verde e ovo. A lenda de que se alguém comesse dois não pagava não passou disso mesmo: uma lenda. Os dois intrépidos companheiros aguardaram com ansiedade o momento, até que ele apareceu:

A dúvida surgiu no coração do Grande Ogro: “Cara, comer um inteiro é foda. Pra comer esta metade vai dar trabalho”. Mas no fim das contas a tarefa não foi tão árdua assim. E nem tão boa. Uma nova aventura, desta vez com um Xis Bacon talvez seja mais satisfatório. Ou quem sabe as lendas devam ficar só no imaginário popular. Pelo menos tinha Fruki em garrafa de cerveja.

Xis Coqueiro
Avenida Wenceslau Escobar , 3125 Porto alegre

Mapa

Mapa

Anúncios

9 Respostas

  1. O coqueiro era originalmente chamado de xis do gelson.

    ocorre que o Gelson perdeu o estabelecimento para seu chapistas (ou seria chapeiro) numa mesa de carteado.

    Hoje o Xis do Gelson pode ser encontrado a poucas quadras dali.

    http://www.hagah.com.br/locais/jsp/default.jsp?action=detail&ingrid=44077&what=tristezense&where=&locale=R5&page=&category=&genre=&filter=&letter=&regionId=1&uf=1&local=1

    outubro 7, 2008 às 11:13 am

  2. guilhermeatencio

    Muito obrigado pela informação, André!
    Vou comer lá e depois comparar os dois. 🙂

    outubro 7, 2008 às 11:29 am

  3. Que loucura, já ouvi falar deste lugar, mas é muito grande!!

    outubro 11, 2008 às 6:41 pm

  4. Cara, que lanche grande!
    Acho que até encararia um desses agora =P

    dezembro 22, 2008 às 8:36 am

  5. Everson

    O André K tem razão, era o famoso Xis do Gelson e o Gelson parece que era rei de perder as coisas em carteado. Na época em que eu era freguês frequente, o Xis não vinha neste saquinho plástico, vinha num prato e era quase do tamanho do prato, parecia bem mais assustador.

    Não provei ainda o Xis do Gelson no endereço novo (acho que é no Clube Tristezense, na Armando Barbedo), mas se for como o original e antigo, recomendo. Agora, o Xis Coqueiro eu comi recentemente e não é mais a mesma coisa. Do antigo, acho que só ficou o tamanho.

    janeiro 12, 2009 às 10:48 am

  6. guilhermeatencio

    Eu esperava mais do Coqueiro. Pode deixar que assim que experimentar o “novo” do Gelson eu posto aqui.

    janeiro 16, 2009 às 2:51 pm

  7. Pingback: Capsaicina

  8. Pingback: O Verdadeiro Épico « Capsaicina

  9. Pingback: Mothra, socorro! « Capsaicina

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s